Dica para ouvir + Entrevista com a Banda Soulvenir

A banda maranhense Soulvenir está na estrada desde 2011, com um som que mescla entre o indie rock, folk, pop e ritmos eletrônicos. Em 2016, lançaram o primeiro single do disco ‘Uterearth’, chamado Gravity, gravado no estúdio Casa do Mato, no Rio de Janeiro. A produção foi assinada por Rodrigo Vidal e foi disponibilizada nas plataformas digitais, como Spotify, Deezer e Apple Music.

Neste Disco, está a canção “Wild Angel”, que ganhou um clipe que pode ser visto logo abaixo:

Formada por Adnon Soares (vocal e guitarra), Domingos Thiago (guitarra e backing vocal), Marlon Silva (baixo e backing vocal), Wilson Moreira (bateria) e Sandoval Filho (sintetizadores e backing vocal). A banda, foi vencedora da primeira edição do concurso internacional EDP Live Bands em 2016, e garantiu apresentação no NOS Alive 2016, um dos maiores festivais da Europa.

O Dicas da Paty bateu um papo com essa galera que fala sobre o surgimento da Banda, processo criativo e produção do novo DVD.

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– Como aconteceu a formação da banda?

A banda surgiu em meados de 2011, após o encerramento de outras bandas que os integrantes participavam. Havia antes da banda uma relação mais próxima, tanto por convívio no cenário musical do Maranhão na época, tanto pela relação pessoal de amizade; além de parentesco (Domingos Thiago, guitarrista, e Sandoval Filho, sintetizadores, são irmãos e tios do primeiro filho do Adnon), onde o nosso vocalista, Adnon Soares, foi o ponto que reuniu todos os integrantes para apresentar algumas composições que ele tinha, paralelo ao antigo projeto musical que ele e o Wilson (bateria) tinham. Passamos por uma boa temporada de preparativos das músicas que iriam fazer parte do nosso primeiro álbum, “Galaxy Species (2014)”. E até hoje continuamos com a formação inicial.

– Como surgiu a ideia para o nome da banda?

O nome da banda, primeiramente era Souvenir (palavra que vem do francês, para se referir à lembrança), e era o termo que achamos que poderia remeter um pouco ao que passamos nas músicas, uma sensação de nostalgia e outras coisas ligadas a boas lembranças. Posteriormente mudamos o nome, acrescentando o L (Soulvenir) por conta de outros trabalhos terem o mesmo nome.

– Vocês sempre tiveram vontade de seguir com a área musical ou tinham outros planos?

O nosso foco sempre foi música. Todos na banda, ainda que com atividades paralelas, sempre priorizaram a música. Sempre trabalhamos tocando nas noites maranhenses, participando também de trabalhos autorais de amigos do cenário (parte do Soulvenir acompanhou o cantor e querido amigo Phill Veras por uma temporada, além de outros projetos musicais). Dois dos nossos integrantes são produtores musicais ativos no cenário maranhense e assim vamos priorizando a música.

 – Para quem não conhece vocês, como vocês descreveriam a banda?

A gente poderia descrever como um sonho que, cada vez mais, vem tomando forma, com todo o carinho e energia que é depositado em forma de canções.

– Quais são as influências musicais de cada um?

Como somos cinco, são as mais diversas possíveis. O rock existe como elemento em comum de todos, mas existem muitas outras linhas musicais que gostamos, como reggae, jazz, blues, ritmos locais (tambor de crioula, por exemplo), maracatu, ritmos africanos, música eletrônica. Varia muito, mas todo tipo de som que nos passa uma energia boa, tá valendo demais!

– Sobre o processo criativo, um fica responsável pela letra e outro melodia ou é um processo colaborativo?

Geralmente, grande parte das composições parte do Adnon Soares (vocal), aonde ele vinha com muitas das ideias já prontas e a banda toda ia fazendo suas colaborações, às vezes em algumas letras compostas em conjunto, como “Reach Out The Sun” (do nosso primeiro álbum). No “Uterearth”, nosso novo álbum, o processo já foi um processo muito mais colaborativo, onde o Adnon apresentou alguns “esqueletos” das músicas (bases, melodia e letra) e fomos compondo todas as estruturas.

– Como surgiu a ideia do clipe “Wild Angel”?

O clipe veio do Domingos Thiago (nosso guitarrista), com imagens de Marcelo Cunha, aproveitando as instalações do estúdio Casa do Mato (RJ), onde nos internamos ao lado do Rodrigo Vidal (produtor musical/diretor musical do programa “Música Boa” – Multishow) pra gravar o segundo álbum. Também foi feito todo o registro dos dias no estúdio para a criação de um documentário dessa nova fase.

– Como está sendo o preparativo do lançamento do DVD? Conte-nos como foi à produção?
O processo do DVD surgiu bem rápido, de conversas da banda sobre a necessidade de registrar esse material recém-lançado e também mesclando as canções que o público mais curte nos nossos shows. Graças a muita gente conseguimos realizar mais esse sonho. Foi um trabalho totalmente colaborativo, com profissionais todos do Maranhão (em sua maioria, mulheres). A gravação durou dois dias, no ponto mais alto de São Luís (Marcus Barbosa Intellgiente Office), com produção ( e apoio imensurável) da Basarone Produções e Musika S.A, com direção de Laila Razzo e captação de áudio do Black Room Estúdio (também responsável pela mixagem das gravações).
Estamos agora na finalização do material, para lançar o mais breve possível, sendo os vídeos editados pelo Domingos Thiago.

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