Dica para ouvir: Bandavoou

A banda Voou é da região de Recife e tem início desde 2011. O grupo ganhou visibilidade do público pela divulgação de vídeos postados na internet. Seu repertório enfatiza a música popular Brasileira. Seus integrantes são: Carlos Filho, PC Silva, Rostan Junior, Lula Borges e Ed Staudinger.

http://www.bandavoou.net/

Dica para ouvir: Banda Almanak

A banda de rock Almanak tem estrada musical desde 1998. Destacam-se no cenário pela qualidade do repertório e sua interação com o público. Sua Formação vem com Ellen Cristinne (Vocal), Ricardo Guerra (Vocal e Guitarra Base), Paulo Roveri (Guitarra Solo e Backing Vocals), J.B. Neto (Baixo) e JP (Bateria).

O vocal feminino inova o mercado das bandas covers de rock de São Paulo: Além das versões covers, a banda faz algumas versões próprias de músicas consagradas.

Já Participaram de diversos programas de rádio, se apresentam em casas conceituosas da noite paulistana e tocam em eventos fechados. No mês de fevereiro, eles gravarão o DVD Almanak 18 anos.Site

Dica para ouvir + Entrevista: Banda Delittus

A Banda Delittus, que é da Região de Novo Hamburgo – RS está na estrada desde 2006.  Sua Formação vem com Matt Chelios (Voz e guitarra), Burn (Guitarra e Voz), Fell Rios (Bateria) e Ivan Schultz (Baixo).

Atualmente, a Delittus trabalha na divulgação do seu novo EP “VOLTA”. Por isso, o Dicas da Paty bateu um papo com essa galera que tem uma galera fiel e que acompanha sempre a Banda.

Assista – Tempo Que Eu Perdi (Clipe Oficial)

– Como aconteceu a formação da banda?

O Matt entrou no projeto em 2004 como vocalista. Eu (Burn) entrei um mês depois na guitarra e backing vocal. Éramos uma banda de garagem chamada D’littu’s (que nome hehe) que tocava apenas covers de pop punk. Em 2006, entrou o Fell na bateria e partimos para a gravação do primeiro EP (Sob o outro lado do espelho) que se perdeu nos confins do universo. Depois disso, gravamos o primeiro clipe de “O Impossível” em 2009 e o primeiro álbum “Nada é impossível”, que foi relançado em 2015. Em 2010 ficamos morando e fazendo shows em São Paulo por um ano. Em 2011 o Ivan entrou para o baixo e lançamos “Resistência” (2011) e Gênesis (2014). Agora estamos com o lançamento do novo EP Volta, com o retorno do Matt Chelios aos vocais (ele saiu em 2011 e retornou em 2015).

– Como surgiu a ideia para o nome da banda?

O primeiro baixista tinha o apelido de Littu (não se sabe o por quê). Um professor dele sugeriu o nome The littu’s band, que depois acabou se tornando D’littu’s, e posteriormente Delittus.

– Vocês tem uma galera fiel que acompanha sempre a Banda, como é esse contato com o público?

Temos muito público fiel na internet. Pessoas que vemos que estão sempre compartilhando nossas fotos, lançamentos, vídeos, e sempre surge uma galera nova que ajuda a espalhar. Em quase todos os shows temos uma ótima resposta do público. Sentimos sempre uma energia muito forte da galera quando escutam e sentem nossas músicas ao vivo.

– Já teve alguma loucura de fã? Se sim, como foi?

Já tivemos uma fã que escreveu um rolo de carta gigantesco. Tivemos também fãs que praticamente iam a todos os lugares que a gente estava, quando morávamos em São Paulo.

– Quais são as influências musicais de cada um?

Em geral todos gostam bastante de Bon Jovi, Foo Fighters, Anberlin, Alter Bridge, mas cada um tem suas preferências particulares. Eu (Burn), particularmente ouço muitas coisas diferentes. Gosto muito de Richie Sambora (guitarrista do Bon Jovi), John Mayer, Ed Sheeran, Mr. Big, mas ouço de tudo.

– Como foi a produção do EP novo?

Levamos todas as ideias para o ensaio e acabamos selecionando as quatro músicas que foram para o EP (O mesmo sol, Me dê um sinal, Tempo que eu perdi e Pra sempre). Lapidamo-las e partimos para a gravação no estúdio Holiday, com mixagem e masterização no estúdio K30. Foi bem mais rápido do que o nosso CD anterior, Gênesis, que demorou mais de um ano pra compor e gravar.

– E os planos para 2017?

Pretendemos divulgar bastante o EP Volta, fazendo shows por todo o Brasil. Também queremos lançar versões acústicas, vídeos de estrada e novos vídeos covers. Talvez a gente lance algo novo autoral ainda esse ano, quem sabe.

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Dica para ouvir + Entrevista: Banda Descaso

Com originalidade e critica social em suas letras, a Banda Descaso se destaca no cenário alternativo com bom é velho Rock n’Roll. Desde 2012, os caras estão na ativa conciliando música e biologia. Biologia porque seus integrantes são biólogos formados pela Universidade Estadual Paulista – (UNESP – São Vicente). Algo que era apenas um passa tempo, acabou se tornando coisa séria e a Descaso vai conquistando ainda mais público.

Em sua trajetória, a banda já ganhou uma gravação da música “Onde os Sujos se Dão Bem”, pela participação do festival Light House. Além disso, a Descaso criou um festival de bandas independentes chamado Movimento Rock n Roll Estudantil na Baixada Santista. Na metade de 2013, lançaram seu primeiro álbum demo denominado “Filosofia de Boteco”, com seis músicas próprias da banda.

Já dividiram palco com várias bandas nacionais de peso, como Terra Celta e CPM 22. No mês que vem, dia 18 de março, a Descaso se apresentará no show da banda Hateen no Feeling Music Bar. Evento

Sua formação vem com os integrantes que tem apelidos peculiares, como Seu Bosta (Ivan Laurino) no Vocal, Buzina (Andrey Bragagnolo) na Guitarra, Tadinho (André Pardal) na Guitarra, Nhonho (Marcos Sisdeli) no Baixo e Bodeia (Gabriel Izar) na Bateria.

O Dicas da Paty bateu um papo com o vocalista Ivan Laurino que fala sobre a produção do novo CD, as dificuldades de conciliar estudo e música, e muito mais!!!!

– Vocês se conheceram na Universidade? Como foi esse encontro e a ideia de criar a banda?

Sim, nos conhecemos na Universidade (Unesp – Campus São Vicente), e na época nem passava pela nossa cabeça que teríamos uma banda juntos. Eu e o Tadinho (André Pardal) entramos na faculdade em 2008, na sétima turma do curso de Ciências Biológicas. O Bodeia (Gabriel Izar) e o Nhonho (Marcos Sisdeli) tinham entrado em 2007, foram nossos veteranos. Durante os primeiros anos, fazíamos alguns sons juntos, com violão, nos bares e festas da faculdade, mas nada sério. Em 2012, o Buzina (Andrey Bragagnolo) entrou no curso e a partir desse ano começamos a tocar pra valer. Montamos a Descaso e passamos a fazer apresentações nos bares da Baixada Santista, Capital e interior de São Paulo. Em 2013 já lançamos nosso primeiro álbum demo com seis músicas autorais.

– Como foi relacionar os estudos ao mesmo tempo com a música?

Relacionar os estudos com a música nunca foi fácil, mas, ao mesmo tempo, tornou nosso período universitário muito mais divertido e insano. É claro, que muitas vezes, tivemos que desmarcar shows e ensaios de última hora por causa de compromissos acadêmicos, só que isso nunca impediu a gente de remarcar e continuar com o Rock n Roll. Na verdade, essa dificuldade é uma realidade de praticamente todas as bandas independentes no país. Infelizmente, na atualidade o rock autoral é muito pouco valorizado, em termos financeiros, o que faz com que os músicos estejam sempre em uma vida dupla, entre a arte e o trabalho, entre a arte e o estudo, tentando crescer pra algum lado.

– Pra quem não conhece vocês, como vocês descreveriam a banda?

A Descaso é uma banda que segue as raízes do Rock n Roll e do Blues, trazendo em suas letras toda a energia da noite boêmia, na qual universitários e trabalhadores se identificam. Falar de álcool e noites de bêbado é apenas um retrato do que é hoje em dia um dos poucos momentos de alívio para as pessoas em nossa sociedade, considerando o peso que é viver, estudar e trabalhar nesse mundo insano e corrido. Também, é claro, não faltam nas letras da Descaso uma boa pitada irônica ou direta de crítica social, atacando todas as formas de conservadorismo que circundam as vidas de todos nós.

– Quais são as maiores dificuldades de ter uma banda e como vocês lidam com elas?

A maior dificuldade de ter uma banda é ter tempo pra se dedicar à banda. A única forma de lidar com essa dificuldade é separar determinadas noites da semana exclusivamente para a banda. Sabemos que não tem como a Descaso sobreviver se não colocarmos a banda como prioridade em certos momentos. Não podemos deixar que o trabalho ou os estudos façam com que a gente abandone aquilo que nos faz bem, então seguimos firmes por hora, mesmo que isso signifique deixar o trabalho e o estudo em segundo plano por alguns momentos. A segunda dificuldade é conseguir tocar nos bares sem ter que pagar. Sim, é verdade. A maioria dos bares só deixam as bandas independentes tocarem se elas venderem uma quantidade x de ingressos. Se vender x – 1 não toca. Ou toca, e tira do próprio bolso o dinheiro que falta. Isso é realmente uma dificuldade peculiar. Tocar ganhando dinheiro então é praticamente um sonho.

– Vocês estão pra lançar um CD, como foi essa produção e o que o público pode esperar?

O CD novo da Descaso é sem dúvida nossa grande obra prima até então. As músicas do CD demo já foram de grande agrado do público, mas podemos garantir que as novas, além de estarem muito melhor produzidas, possuem muito mais conteúdo e técnica musical. É nítida a evolução que tivemos e o público pode esperar nada menos do que um puta álbum de Rock n Roll brasileiro.

 

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Festival Brasil Prog acontece no Centro Cultural de São Paulo

Entre os dias 17, 18 e 19 de fevereiro (sexta e sábado, às 19h; e domingo, às 18h), acontece um festival que reúne quatro bandas de diferentes gerações. Este Festival é voltado ao rock progressivo, estilo que é constituído de músicas longas ou curtas demais.

Programação:

Dia 17/2 – Sérgio Hinds & César de Mercês Tocam O Terço Lado B

Dia 18/2 – Bombay Groovy e Monstro Amigo (Encontro de duas das melhores bandas na nova geração do Progressivo brasileiro).

Dia 19/2 – Violeta de Outono – lançamento do novo CD

 

O Festival acontece na Sala Adoniran Barbosa e os ingressos é R$20,00 – a venda estará disponível na bilheteria em seu horário de funcionamento (terça a sábado, das 13h às 21h30; e domingos, das 13h às 20h30).

Dica para ouvir + Entrevista ConFéXS

A banda Conféxs está na ativa desde 2007, nesse meio tempo, ocorreram várias mudanças que focaram na identidade da banda. Sua formação vem com Leandro (Vocal), Higor (Guitarra), Robson (Baixo) e Raphael (Bateria).

A banda tem em base o rock com influência do Rap. De inicio, a banda foi destaque do programa Garagem do Faustão no ano de 2011 e o clipe da música DNA esteve na programação da Play TV em 2014; além da banda, ter ganhado o Festival Barulho, promovido pela Fabrica de Cultura do Jardim São Luís, na zona sul de São Paulo.

O Dicas da Paty bateu papo com essa galera que fala sobre planos futuros, a participação do Festival Barulho e a produção do clipe DNA:

Como aconteceu a formação da banda?

Entre 2006 e 2007, o Moises e o Leandro montaram uma banda para um trabalho de escola e no fim essa banda surgiu: o Conféxs.

– Como surgiu a ideia para o nome da banda?

A banda pensou em alguns nomes e todos já existiam. e inconformado, o Moises abriu um caderno, pegou uma caneta e começou a misturar letras tentando inventar um nome e nisso surgiu Confex. Ele achou meio cru o X no fim e acrescentou o S, ficando assim CONFÉXS! Um nome inventado para não ter outro igual.

– Vocês sempre tiveram vontade de seguir com a área musical ou tinham outros planos?

Todos os membros que já passaram pela banda sempre tiveram interesse em viver de música, mas fora da música, todos têm outros projetos e outros empregos.

– Para quem não conhece vocês, como vocês descreveriam a banda?

O Conféxs é uma banda de Rock com alguns elementos de Rap.

– Quais são as influências musicais de cada um?

No geral, a banda tem como influências o CPM 22, Charlie Brown Jr, P.O.D, Link in Park, Racionais Mc’s e Limp Bizkit.

– Vocês ganharam o concurso do Barulho Festival, Como foi essa participação?

Entramos no festival com a intenção de participa e mostrar nosso som; passamos por uma etapa, depois duas, três, todas; Quando vimos já estávamos na final e acabamos ganhando!

Nesse link tem um vídeo de uma das etapas do festival:

– Como surgiu a ideia do clipe DNA?

Nós queríamos gravar o clipe dentro de uma casa que estivesse em construção para fugir do clichê de algumas bandas que gravam clipes em casas legais e top; nada contra quem faz isso rsrsrs, só que queríamos quebrar essa linha. Arrumamos a casa, no dia da gravação o dono deu pra trás e no fim fizemos na laje da casa do Moises que estava em construção também e em segundo plano para a gravação.

– E os planos para 2017?

A gravação de um EP com músicas novas e a primeira letra de trabalho que vai ser lançada, se chama Sou Guerreiro; além de vídeos que já estamos produzindo, shows e a comemoração dos10 anos de Conféxs!

 

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Gravação do DVD AO VIVO da Banda Strike

Com 13 anos de estrada, a Banda Strike grava seu primeiro DVD Ao Vivo, no Hangar 110.  O show será para relembrar os maiores sucessos da banda com as novas músicas de trabalho.

O show vai acontecer nesse sábado, dia 11, a partir das 19h. O Ingresso para gravação do DVD é 60,00 reais. O Hangar 110 fica na Rua Rodolfo Miranda,110.

Já para quem quer curtir ainda mais essa comemoração, os fãs podem adquirir um pacote after party dvd strike, o valor do ingresso é 190,00 reais que inclui: ingresso para o show de gravação no Hangar110, camiseta STRIKE e a entrada para a festa fechada exclusiva após o show de gravação (AFTER PARTY). Essa festa não será aberta ao público, portanto só terá acesso os que tiverem a pulseira de identificação que será entregue na entrada para o show de gravação. A After Party será no JAI Club – Rua Vergueiro, 2676 – Vila Mariana.

#ficaadica

Dica para ouvir + Entrevista com Banda Alteza

Já pensou na mistura de estilos que vão desde o pop/rock ao reggae e com letras fáceis de pegar. Então, dessa mistura surge à banda Alteza que tem inicio em 2015 e aborda temas sobre amor e esperança. A música de trabalho “Penso em Você” já possui mais de três mil visualizações no Youtube. Sua formação vem com formação de B. Brown (voz e guitarra), Fábio D Lugo (guitarra), Rainer Ladewig (baixo) e Gabriel Izar (bateria).

O Dicas da Paty bateu um papo com essa galera que fala sobre a produção do primeiro álbum “Vencendo Toda a Maldade”, sobre suas influências musicais e a produção da música “Penso em Você”:

Como aconteceu a formação da banda?

Esta formação de agora é a mais recente. Já passamos por algumas mudanças, mais precisamente na bateria. O Binho (guitarra) e o Rainer (baixo) são família, então é mais fácil para eles. Na verdade a banda começou com eles. Eles tocavam juntos em outra banda que acabou e resolveram continuar tocando em uma nova banda, idealizada pelos dois. Então, encontraram o Brown (vocal) no cifra clube e a química rolou logo de cara. O som e os timbres encaixaram e só faltava o baterista. Passaram dois anos antes de o Gabriel chegar, em Julho do ano passado, e também foi o encaixe perfeito. Rainer até brincou nos primeiro ensaio: “É ele! Batera e baixo conversando na música toda! A cozinha está completa!”. E o Gabriel entrou como se já fizesse parte da banda há anos.

Como surgiu a ideia para o nome da banda?

O nome da banda é uma menção ao Queen, mas temos duas histórias para explicar o surgimento da ideia. A primeira foi em uma noite em que o Binho estava na casa do Rainer, tomando cerveja e viu a coroa da Budweiser no rótulo da garrafa e teve a ideia. A segunda é que em uma volta de um show, de madrugada, o Brown chutou uma garrafa de Budweiser na rua. Binho olhou para a garrafa e viu a coroa no rótulo. Embora nem a gente mesmo saiba qual é a história original, o importante é que a ideia surgiu de um rótulo de cerveja.

“o importante é que a ideia surgiu de um rótulo de cerveja”.

Vocês sempre tiveram vontade de seguir com a área musical ou tinham outros planos?

Acho que todo mundo que tem banda tem o sonho de viver de música e é por isso que insistimos neste caminho tão duro e ingrato. É difícil, mas para quem acha que é só vida boa, não é não! É muita porrada, com muita estrada, pouco tempo, pouco dinheiro, muitos nãos e muitas frustrações. E é por isso que é tão gratificante cada conquista, pois só nós sabemos o quanto batalhamos para chegar até aqui. Viver da música sempre foi e sempre será um sonho de todos aqui da Alteza, assim como de muitas bandas por aí. Este sempre foi o plano principal o resto, resto eu digo trabalho, é só plano paralelo para conseguirmos chegar ao sonho principal sem morrer de fome.

“Viver da música sempre foi e sempre será um sonho de todos aqui da Alteza”.

Quais são as influências musicais de cada um?

A Alteza é uma mistura de ritmos e estilos. Cada um da banda gosta de uma vertente musical, e até existem alguns pontos em comum, como CBJR, RHCP, Rappa, Pearl Jam, Guns, e algumas outras. Apesar de todo mundo escutar de tudo, no geral, cada um escuta mais algum estilo. O Rainer é mais do Metal, gosta de Iron Maiden, Metallica, essa linha. Até o visual dele é desta tribo. Já o Brown é o oposto, estilo mais regueiro, curte um bom Bob Marley, Onze20, Maneva, ForFun, SOJA e etc.; e também tem uma pegada mais rap. O Fábio também fica mais na área do rock, gosta de um rock mais clássico dos anos 90 e 2000: Live, Guns, PapaRoach, Linkin Park, CBJR. E o Gabriel é mais da pegada HardCore: Offspring, Millencolin Dead Fish, Sugar Kane, Hateen, Garage Fuzz, apesar de ter como grande inspirador da batera o Chad Smith do RHCP. E com isso a banda ganha muito com essa mistura toda de estilo, pois cada um põe um pouco de si nas músicas. Tanto que, quem vai aos nossos shows sabe que uma música não tem nada a ver com a outra. Normalmente começamos os shows com uma paulada mais para o Hard core de som mais rápido e muita guitarra. Passamos para um funk americano com domínio do baixo e bateria mais swingada. Entramos em uma parte mais lenta com nossas canções mais pops. E terminamos indo para um Reggae misturado com Rock, também bem pegado. E isso é a Alteza, uma mistura musical de quatro pessoas com gostos completamente diferentes que vem dando certo ao encontrarmos os nossos pontos em comum.

Para quem não conhece vocês, como vocês descreveriam a banda?

Acho que já descrevi um pouco na pergunta anterior. Mas se fosse para definir em uma palavra eu usaria a palavra diversidade. Somos uma banda capaz de fazer um Reggae com a mesma qualidade que fazemos um funk, ou um pop. A Alteza é uma banda que flutua entre os ritmos musicais e tenta trazer um pouco de tudo para os ouvidos de quem nos acompanha. Nossas letras são bem marcantes e vão desde o clássico amor (quem nunca sofreu por amor, não é?) até o cotidiano paulista de acordar cedo e se matar de trabalhar sem ter mais tempo para nada.

“A Alteza é uma banda que flutua entre os ritmos musicais e tenta trazer um pouco de tudo para os ouvidos de quem nos acompanha”

Como foi a produção da música “Penso em Você”?

A Penso em Você desde o começo da banda foi a música que mais nos chamou atenção nos shows, pela aceitação do público. O refrão é bem marcante e fácil de lembrar, e acho que isso ajudou na empolgação da galera nos shows. A letra é bem atual também, sobre o hábito de trocar mensagens no período de flerte e a vontade de estar com aquela pessoa da mensagem, conhecer melhor e tudo mais. Então resolvemos gravá-la para um webclipe seguindo a história da letra, mas como nada é fácil nessa vida, no dia da gravação deu tudo errado e acabou que nós mesmo tivemos que gravar, na chuva, e editar o clipe que está no Youtube com mais de 3 mil views.

Vocês estão produzindo o primeiro álbum, como está sendo o processo de produção e quando ele será lançado?

Estamos em estúdio sim. Temos 10 músicas prontas para serem gravadas, e mais um monte para ser feitas, que já temos letra e melodia. A princípio vamos lançar um EP de três músicas, mas ainda estamos estudando tudo direitinho. Como já disse, essa formação é muito recente e ainda estamos nos acostumando a trabalhar juntos. Além de ensaiar nosso show e aprimorar algumas músicas, mas a previsão é o lançamento do EP ainda este ano.

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Dica para ouvir + Entrevista com a Banda Born2Bleed

A Banda de Metal Born2Bleed vem do Rio de Janeiro e traz na bagagem seu primeiro single Vida de Guerra, lançado em outubro de 2016, com uma união da velocidade e groove, dois estilos distintos, Metal e Hardcore unidos em um único propósito: passar modernidade de vários estilos sem se prender a moldes estabelecidos.

Seus integrantes já tem experiência da cena underground, seus membros são: Felipe Lameira (Vocal/ Ex-Hatefulmurder). Marcio Venturim (Guitarra), Marcos Medeiros (Baixo) e Turko Ouriques (Bateria);

O Dicas da Paty bateu um papo com o vocalista Felipe Lameira, que fala sobre a produção do single de trabalho atual e a previsão do lançamento do primeiro disco neste semestre, e muito mais!!!!!!

– Como aconteceu a formação da banda -?

Lameira: Bom, basicamente tudo ocorreu logo depois da minha saída do Hatefulmurder. A sinergia não continuava a mesma e eu não me sentia bem trabalhando com os caras. Preferi sair e começar algo novo, com uma nova energia, uma nova proposta. Assim que saiu a noticia fui procurado pelo guitarrista Marcio Venturim, me perguntando se eu estava interessado em um novo projeto. Falei que sim e que já tinha algo em mente. Após algumas reuniões e conversas, começamos a montar o time que faltava. Marcio chamou Marcos Medeiros para assumir o baixo, que eu já conhecia também, e o Turko Ouriques se prontificou imediatamente quando soube que eu precisava de um baterista. Hoje todos completam o time muito bem, dando uma forma maior ainda ao que eu havia pensado para a proposta inicial.

“Hoje todos completam o time muito bem”

– Como surgiu a ideia para o nome da banda?

Lameira: Olha, eu passei varias semanas tentando pensar em um nome para a banda. Queríamos algo forte e sonoro, mas também carregado de um significado, algo que representa-se o que a banda é. Escutando os sons que sempre escuto me apareceu a frase: “Born to Bleed” – (quem conhece sabe exatamente de onde isso veio). Era exatamente isso. O mundo não é um parque de diversões. A vida fará de tudo para te jogar no chão e caberá a você saber lidar com isso: escolher ficar ali, no chão sangrando esperando morrer, ou lutar e se levantar todas as vezes que isso acontecer, não importando quantas vezes for; Essa é a mensagem também do nosso single “Vida e Guerra”.

“A vida fará de tudo para te jogar no chão e caberá a você saber lidar com isso”

– Como foi à produção do single “Vida de Guerra”?

Lameira: A produção foi bem tranquila. Assim que fechamos a música e a letra, arregimentamos nosso amigo Murilo Pirozzi para dividir a produção conosco. Tenho uma parceria de trabalho com ele de muito tempo, desde 2008. Gravamos tudo em nosso home Studio e entregamos para que o Murilo desse seu toque final. O resultado ficou fantástico. O que só comprovou pra mim que podemos fazer muito, com pouco, desde que seja da forma certa.

– Quais são as influências musicais de cada um?

Lameira: As influências são as mais diferenciadas. Todos têm suas bandas preferidas e os gêneros com que se identificam mais, que passam por tudo: Metalcore, Hardcore, Deathcore, Thrash, Death, punk e etc. Essas múltiplas influências fazem o som ficar mais completo em minha opinião. Gostamos de coisas clássicas, bandas do começo e bandas com sons bem atuais e modernos. Estamos de olho no futuro, mas sempre respeitando o passado. Além disso, claro somos influenciados pelos sons que nos cercam, a urbanidade, Rio de Janeiro, o asfalto e a favela e todo contexto. Muitas coisas dentro de uma só. Por isso dizemos que o nosso som é o “Favelacore”. Uma mistura disso tudo.

– Como vocês veem a situação do metal nacional atualmente?

Lameira: Bom, a cena geral do Metal sempre foi complicada. Vi novas bandas surgirem e se tornarem fortes, mas ainda vivemos sem apoio e exposição na grande mídia. E agora o rock como todo se vê perdendo território para os ritmos que já conhecemos e não precisam ser citados. As redes sociais e a internet ajudam a divulgar melhor o trabalho, mas muitos reclamam que esse mesmo público não comparece sempre aos shows. São temos novos, com muito conteúdo, com novas demandas, um novo comportamento e novos jeitos de se consumir música. Temos que nos adaptar.

– Qual a dica que vocês falariam para jovens que se interessam em criar uma banda e seguir carreira artística?

Lameira: Uma dica? Vamos lá: Preste atenção nos grandes. Aprenda com seus erros e acertos, mas sempre procurando ser autentico no que faz. Nem que seja em um detalhe, mas façam algo diferente. Bandas comuns que ficam se repetindo existem aos montes, e ninguém quer uma copia barata de algo que já existe. Seja algo que te represente, seja único. Não tenha medo de errar. Caia, levante-se e continue. Quem acredita no que faz, não desiste.

“Nem que seja em um detalhe, mas façam algo diferente”

– E os planos para 2017?

Lameira: Muitos. Entraremos em estúdio para gravar o primeiro álbum. A previsão de lançamento é para esse semestre ainda. Começaremos também a venda de merchandising e o mais importante: shows. Quantos forem possíveis. Uma banda só é uma banda de verdade encarando a estrada e fazendo shows. É assim que ela amadurece e se torna “grande” dentro do que faz.

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