Dica de Banda + Entrevista: Dois Quartos

Da região de Jundiaí, surge a banda Dois Quartos, que trás ao público um rock autoral alternativo. Sua formação vem desde 2015, com o lançamento do EP Premedito. Em 2016, eles lançaram o segundo EP Possivelmente com seis músicas.  Os integrantes são: Lucas Vivot (Voz/Guitarra), Thalles Horovitz (Voz/Guitarra), Vitor Colombo (Baixo) e Rafael Menuchi (Bateria).

Em breve será lançado mais um trabalho, em que o público vai definir a música de trabalho para a gravação do Web Clipe. O Dicas da Paty bateu um papo com essa galera, confere e compartilhe com seus amigos

– Como aconteceu a formação da banda?

Após três anos sem tocar, eu (Vivot) e o Thalles nos encontramos na faculdade e conversávamos todo dia sobre música. Demos a ideia de montar uma banda com a influência das coisas novas que estávamos ouvindo. Nós quatro já tivemos banda, Rafael e eu (Vivot) com a 941B, e Thalles com VItor na LINKE.

– Como surgiu a ideia para o nome da banda?

O nome veio do fato da banda sempre se dividir em 2/4 com opiniões, gostos e, principalmente, por termos vindo dois integrantes de uma banda e dois integrantes de outra.

– Para quem não conhece vocês, como vocês descreveriam a banda?

Nós somos uma banda com uma cara bem diferente do que as outras bandas habituais, por exemplo, não tem muita guitarra nas nossas músicas; no entanto, tem muita coisa eletrônica. Um estilo com uma cara bem pop misturada com indierock.

– Quais são as influências musicais de cada um?

As principais influências musicais de cada um:

Lucas Vivot: Oh Wonder, Mutemath, Supercombo, Fall Out Boys, Capital Cities, Years and Years, Haim.

Thalles: Oh Wonder, Louis the Child, Miike Snow, Bastille, Imagine Dragons, Haim, Foster the people.

Vitor: Red Hot Chilli Peppers, Mutemath, Tame Impala, The Killers

Rafael: Mutemath, Fall Out Boys, gênero Future Bass.

– E os planos para o segundo semestre de 2017?

No segundo semestre, vamos lançar uma série de 10 músicas inéditas e o público que vai escolher qual delas vai ser gravada de forma oficial para o Web clipe. A intenção é gravar ela e mais dois singles, com o total de três músicas novas para o final do semestre e, para que no ano que vem gravemos nosso primeiro álbum completo.

DOIS QUARTOS – Dias Que Sonhei (WebClipe)

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Dica para ouvir + Entrevista: Banda Delittus

A Banda Delittus, que é da Região de Novo Hamburgo – RS está na estrada desde 2006.  Sua Formação vem com Matt Chelios (Voz e guitarra), Burn (Guitarra e Voz), Fell Rios (Bateria) e Ivan Schultz (Baixo).

Atualmente, a Delittus trabalha na divulgação do seu novo EP “VOLTA”. Por isso, o Dicas da Paty bateu um papo com essa galera que tem uma galera fiel e que acompanha sempre a Banda.

Assista – Tempo Que Eu Perdi (Clipe Oficial)

– Como aconteceu a formação da banda?

O Matt entrou no projeto em 2004 como vocalista. Eu (Burn) entrei um mês depois na guitarra e backing vocal. Éramos uma banda de garagem chamada D’littu’s (que nome hehe) que tocava apenas covers de pop punk. Em 2006, entrou o Fell na bateria e partimos para a gravação do primeiro EP (Sob o outro lado do espelho) que se perdeu nos confins do universo. Depois disso, gravamos o primeiro clipe de “O Impossível” em 2009 e o primeiro álbum “Nada é impossível”, que foi relançado em 2015. Em 2010 ficamos morando e fazendo shows em São Paulo por um ano. Em 2011 o Ivan entrou para o baixo e lançamos “Resistência” (2011) e Gênesis (2014). Agora estamos com o lançamento do novo EP Volta, com o retorno do Matt Chelios aos vocais (ele saiu em 2011 e retornou em 2015).

– Como surgiu a ideia para o nome da banda?

O primeiro baixista tinha o apelido de Littu (não se sabe o por quê). Um professor dele sugeriu o nome The littu’s band, que depois acabou se tornando D’littu’s, e posteriormente Delittus.

– Vocês tem uma galera fiel que acompanha sempre a Banda, como é esse contato com o público?

Temos muito público fiel na internet. Pessoas que vemos que estão sempre compartilhando nossas fotos, lançamentos, vídeos, e sempre surge uma galera nova que ajuda a espalhar. Em quase todos os shows temos uma ótima resposta do público. Sentimos sempre uma energia muito forte da galera quando escutam e sentem nossas músicas ao vivo.

– Já teve alguma loucura de fã? Se sim, como foi?

Já tivemos uma fã que escreveu um rolo de carta gigantesco. Tivemos também fãs que praticamente iam a todos os lugares que a gente estava, quando morávamos em São Paulo.

– Quais são as influências musicais de cada um?

Em geral todos gostam bastante de Bon Jovi, Foo Fighters, Anberlin, Alter Bridge, mas cada um tem suas preferências particulares. Eu (Burn), particularmente ouço muitas coisas diferentes. Gosto muito de Richie Sambora (guitarrista do Bon Jovi), John Mayer, Ed Sheeran, Mr. Big, mas ouço de tudo.

– Como foi a produção do EP novo?

Levamos todas as ideias para o ensaio e acabamos selecionando as quatro músicas que foram para o EP (O mesmo sol, Me dê um sinal, Tempo que eu perdi e Pra sempre). Lapidamo-las e partimos para a gravação no estúdio Holiday, com mixagem e masterização no estúdio K30. Foi bem mais rápido do que o nosso CD anterior, Gênesis, que demorou mais de um ano pra compor e gravar.

– E os planos para 2017?

Pretendemos divulgar bastante o EP Volta, fazendo shows por todo o Brasil. Também queremos lançar versões acústicas, vídeos de estrada e novos vídeos covers. Talvez a gente lance algo novo autoral ainda esse ano, quem sabe.

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Leci Brandão faz o show Auditório Ibirapuera

No dia 5 de março, às 19h, a cantora Leci Brandão apresenta seu novo CD “Simples Assim” no Auditório Ibirapuera. Neste último trabalho da artista, o CD vem com faixas inéditas e composições de autores como: Nilson Chaves, Joãozinho Gomes, Zé Maurício, Carlos Caetano, Pedrinho Sem Braço e Luiz Claudio Picolé. Com 40 anos de carreira, a cantora estava há quatro anos sem lançar um disco. Os ingressos custam R$20 e R$10 (meia-entrada).

Dica para ouvir + Entrevista: Banda Descaso

Com originalidade e critica social em suas letras, a Banda Descaso se destaca no cenário alternativo com bom é velho Rock n’Roll. Desde 2012, os caras estão na ativa conciliando música e biologia. Biologia porque seus integrantes são biólogos formados pela Universidade Estadual Paulista – (UNESP – São Vicente). Algo que era apenas um passa tempo, acabou se tornando coisa séria e a Descaso vai conquistando ainda mais público.

Em sua trajetória, a banda já ganhou uma gravação da música “Onde os Sujos se Dão Bem”, pela participação do festival Light House. Além disso, a Descaso criou um festival de bandas independentes chamado Movimento Rock n Roll Estudantil na Baixada Santista. Na metade de 2013, lançaram seu primeiro álbum demo denominado “Filosofia de Boteco”, com seis músicas próprias da banda.

Já dividiram palco com várias bandas nacionais de peso, como Terra Celta e CPM 22. No mês que vem, dia 18 de março, a Descaso se apresentará no show da banda Hateen no Feeling Music Bar. Evento

Sua formação vem com os integrantes que tem apelidos peculiares, como Seu Bosta (Ivan Laurino) no Vocal, Buzina (Andrey Bragagnolo) na Guitarra, Tadinho (André Pardal) na Guitarra, Nhonho (Marcos Sisdeli) no Baixo e Bodeia (Gabriel Izar) na Bateria.

O Dicas da Paty bateu um papo com o vocalista Ivan Laurino que fala sobre a produção do novo CD, as dificuldades de conciliar estudo e música, e muito mais!!!!

– Vocês se conheceram na Universidade? Como foi esse encontro e a ideia de criar a banda?

Sim, nos conhecemos na Universidade (Unesp – Campus São Vicente), e na época nem passava pela nossa cabeça que teríamos uma banda juntos. Eu e o Tadinho (André Pardal) entramos na faculdade em 2008, na sétima turma do curso de Ciências Biológicas. O Bodeia (Gabriel Izar) e o Nhonho (Marcos Sisdeli) tinham entrado em 2007, foram nossos veteranos. Durante os primeiros anos, fazíamos alguns sons juntos, com violão, nos bares e festas da faculdade, mas nada sério. Em 2012, o Buzina (Andrey Bragagnolo) entrou no curso e a partir desse ano começamos a tocar pra valer. Montamos a Descaso e passamos a fazer apresentações nos bares da Baixada Santista, Capital e interior de São Paulo. Em 2013 já lançamos nosso primeiro álbum demo com seis músicas autorais.

– Como foi relacionar os estudos ao mesmo tempo com a música?

Relacionar os estudos com a música nunca foi fácil, mas, ao mesmo tempo, tornou nosso período universitário muito mais divertido e insano. É claro, que muitas vezes, tivemos que desmarcar shows e ensaios de última hora por causa de compromissos acadêmicos, só que isso nunca impediu a gente de remarcar e continuar com o Rock n Roll. Na verdade, essa dificuldade é uma realidade de praticamente todas as bandas independentes no país. Infelizmente, na atualidade o rock autoral é muito pouco valorizado, em termos financeiros, o que faz com que os músicos estejam sempre em uma vida dupla, entre a arte e o trabalho, entre a arte e o estudo, tentando crescer pra algum lado.

– Pra quem não conhece vocês, como vocês descreveriam a banda?

A Descaso é uma banda que segue as raízes do Rock n Roll e do Blues, trazendo em suas letras toda a energia da noite boêmia, na qual universitários e trabalhadores se identificam. Falar de álcool e noites de bêbado é apenas um retrato do que é hoje em dia um dos poucos momentos de alívio para as pessoas em nossa sociedade, considerando o peso que é viver, estudar e trabalhar nesse mundo insano e corrido. Também, é claro, não faltam nas letras da Descaso uma boa pitada irônica ou direta de crítica social, atacando todas as formas de conservadorismo que circundam as vidas de todos nós.

– Quais são as maiores dificuldades de ter uma banda e como vocês lidam com elas?

A maior dificuldade de ter uma banda é ter tempo pra se dedicar à banda. A única forma de lidar com essa dificuldade é separar determinadas noites da semana exclusivamente para a banda. Sabemos que não tem como a Descaso sobreviver se não colocarmos a banda como prioridade em certos momentos. Não podemos deixar que o trabalho ou os estudos façam com que a gente abandone aquilo que nos faz bem, então seguimos firmes por hora, mesmo que isso signifique deixar o trabalho e o estudo em segundo plano por alguns momentos. A segunda dificuldade é conseguir tocar nos bares sem ter que pagar. Sim, é verdade. A maioria dos bares só deixam as bandas independentes tocarem se elas venderem uma quantidade x de ingressos. Se vender x – 1 não toca. Ou toca, e tira do próprio bolso o dinheiro que falta. Isso é realmente uma dificuldade peculiar. Tocar ganhando dinheiro então é praticamente um sonho.

– Vocês estão pra lançar um CD, como foi essa produção e o que o público pode esperar?

O CD novo da Descaso é sem dúvida nossa grande obra prima até então. As músicas do CD demo já foram de grande agrado do público, mas podemos garantir que as novas, além de estarem muito melhor produzidas, possuem muito mais conteúdo e técnica musical. É nítida a evolução que tivemos e o público pode esperar nada menos do que um puta álbum de Rock n Roll brasileiro.

 

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Dica para ouvir + Entrevista ConFéXS

A banda Conféxs está na ativa desde 2007, nesse meio tempo, ocorreram várias mudanças que focaram na identidade da banda. Sua formação vem com Leandro (Vocal), Higor (Guitarra), Robson (Baixo) e Raphael (Bateria).

A banda tem em base o rock com influência do Rap. De inicio, a banda foi destaque do programa Garagem do Faustão no ano de 2011 e o clipe da música DNA esteve na programação da Play TV em 2014; além da banda, ter ganhado o Festival Barulho, promovido pela Fabrica de Cultura do Jardim São Luís, na zona sul de São Paulo.

O Dicas da Paty bateu papo com essa galera que fala sobre planos futuros, a participação do Festival Barulho e a produção do clipe DNA:

Como aconteceu a formação da banda?

Entre 2006 e 2007, o Moises e o Leandro montaram uma banda para um trabalho de escola e no fim essa banda surgiu: o Conféxs.

– Como surgiu a ideia para o nome da banda?

A banda pensou em alguns nomes e todos já existiam. e inconformado, o Moises abriu um caderno, pegou uma caneta e começou a misturar letras tentando inventar um nome e nisso surgiu Confex. Ele achou meio cru o X no fim e acrescentou o S, ficando assim CONFÉXS! Um nome inventado para não ter outro igual.

– Vocês sempre tiveram vontade de seguir com a área musical ou tinham outros planos?

Todos os membros que já passaram pela banda sempre tiveram interesse em viver de música, mas fora da música, todos têm outros projetos e outros empregos.

– Para quem não conhece vocês, como vocês descreveriam a banda?

O Conféxs é uma banda de Rock com alguns elementos de Rap.

– Quais são as influências musicais de cada um?

No geral, a banda tem como influências o CPM 22, Charlie Brown Jr, P.O.D, Link in Park, Racionais Mc’s e Limp Bizkit.

– Vocês ganharam o concurso do Barulho Festival, Como foi essa participação?

Entramos no festival com a intenção de participa e mostrar nosso som; passamos por uma etapa, depois duas, três, todas; Quando vimos já estávamos na final e acabamos ganhando!

Nesse link tem um vídeo de uma das etapas do festival:

– Como surgiu a ideia do clipe DNA?

Nós queríamos gravar o clipe dentro de uma casa que estivesse em construção para fugir do clichê de algumas bandas que gravam clipes em casas legais e top; nada contra quem faz isso rsrsrs, só que queríamos quebrar essa linha. Arrumamos a casa, no dia da gravação o dono deu pra trás e no fim fizemos na laje da casa do Moises que estava em construção também e em segundo plano para a gravação.

– E os planos para 2017?

A gravação de um EP com músicas novas e a primeira letra de trabalho que vai ser lançada, se chama Sou Guerreiro; além de vídeos que já estamos produzindo, shows e a comemoração dos10 anos de Conféxs!

 

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Entrevista com Desertores em Veneta

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O Dicas da Paty gravou uma entrevista com Desertores em Veneta. Os meninos contam sobre o surgimento da Banda, sobre o que acham do cenário musical nacional e planos para 2017.
Se você curte música, novidades na área cultural e gosta de conhecer novas bandas; então confere o vídeo, curta e compartilhe com seus amigos.
A entrevista foi feita no Laje 795, agradeço ao local por ter disponibilizado o local.
O Dicas da PaTy é um site com artigos, notícias e reportagens. Além, de sugestões para você acompanhar vídeos, lugares, música, séries e livros.

Dica para ouvir: Drive To Glory

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A banda de Hardcore Drive To Glory tem formação desde 2013 e é da cidade de Araraquara. Em 2015, a banda teve alteração de integrantes e atualmente sua formação vem com Tom (Vocal), Wilson (Guitarra), Rick (Guitarra), Kako (Bateria/Vocal) e Jonas (Baixo).

Em 2013, a banda lançou seu EP intitulado “País da Copa”, logo após o álbumProtesto”, este tendo a participação em uma das faixas do vocalista Lucas Guerra da banda Pense.

A Drive to Glory já participou de vários eventos underground que contou com a presença de várias bandas já conhecidas no cenário. O som deles mantém as vertentes do Hard core tradicional, com o vocal marcante do vocalista e os timbres tem uma mistura boa com um som mais pesado.

Este ano, eles lançaram seu primeiro Clipe Fala do Jão, disponível no Yuotube:

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Dica para ouvir: Digo Policiano

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O cantor Digo Policiano está se destacando cada vez mais no cenário autoral. Suas letras românticas afirmam o sucesso pelas visualizações de vídeos no Yuotube, são mais de 300 mil visualizações em seu canal.

O cantor que é da região de São José do Rio Pardo iniciou a sua carreira desde 2011. No ano de 2014, depois do lançamento do EP Fui Voar, suas músicas começaram a se destacar no interior de São Paulo. Hoje, já morando na capital de São Paulo, o cantor teve o auxilio da internet para que suas músicas fossem transmitidas pra quem quiser ouvir. Destaco canções como: Primeiro Trem, Amigo Sentidor e De Longe.

Após o sucesso na web, ele teve a oportunidade de gravar um DVD em sua cidade natal, que lotou o teatro e seu clipe “Amigo Sentidor“ foi escolhido em nono lugar como o melhor videoclipe nacional de 2014, pelo site 1001videoclipes, concorrendo com nomes de pesos como Banda do Mar, O Rappa, Pitty, Criolo, Emicida e Capital Inicial.

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Dica para ouvir + Entrevista: Luneta Vinil

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A banda Luneta Vinil tem uma proposta diferente, suas músicas mesclam vários estilos como o indie, classic rock, folk e música brasileira. As letras retratam histórias de amor e sobre o cotidiano.

O grupo, que é da região de Guarulhos, iniciou suas atividades com Elís Lucas (Voz e Violão), Cristiane Araújo (Voz e Percussão) e Bruno Dela Torre (Baixo); atualmente, ganhou mais dois integrantes: Márcio Menechini (Guitarra) e Carlão Semprini (Bateria).

O Dicas da Paty bateu um Papo com Elís que fala sobre o surgimento da banda, da produção do EP “Tanta coisa pra falar” e o processo de lançamento do novo disco ”Tocando Amores”.

– Como aconteceu a formação?

Conheci a Cris quando eu tocava em um barzinho em 2012, aí a convidei para tocar comigo. O Bruno é cunhado de um grande amigo meu, e numa oportunidade que tivemos de conversar, mostrei meus sons a ele, que de cara se interessou. Então, nasceu o trio Luneta Vinil, em 2013. De lá pra cá passaram outras pessoas pela banda e, recentemente, nos tornamos um quinteto. Saímos da versão acústica do EP com a entrada do nosso produtor na guitarra (Marcio Menechini) e o Carlão na batera. Essa nova formação entrará em campo no lançamento do nosso disco “Tocando Amores”.

– Qual é a melhor parte e a maior dificuldade em trabalhar com música?

A melhor parte é que isso nos move, nos faz sentirmos inteiros. A dificuldade é o investimento, o mercado. Com a internet, se por um lado tornou-se mais acessível mostrar o trabalho; por outro, tornou-se mais competitivo também.

– Quais são as influências musicais de cada um?

Eu ouço de tudo, mas principalmente muita música brasileira, do sul ao norte do país. Tom Zé, Itamar Assumpção e Arnaldo Antunes formam o trio de compositores que representa uma espécie de escola pra mim. São letristas incríveis. Elis Regina, a melhor intérprete. E a nova safra de artistas como Marcelo Jeneci, Léo Fressato e Pélico, são alguns nomes que também me influenciam. A Cris é bem eclética, gosta tanto de Maria Gadú, O Rappa e Criolo quanto Metálica, Florence e Dire Straits. Já os meninos têm o rock and roll como maior influência em comum.

– Por serem duas vocalistas, como vocês percebem o mercado musical? Ele é mais receptivo ou tem mais barreiras profissionalmente?

Percebemos que a maioria das bandas é formada por homens no vocal, mas até agora não sentimos diferença em relação a isso.

– Como foi o processo do EP Tanta Coisa Pra Falar?

O processo sempre é parte fundamental do trabalho. É quando vemos a transformação da música e seu amadurecimento. O EP foi produzido por nós três, Cris, Bruno e eu. Tínhamos apenas um ano de banda e metemos as caras. O pessoal que já nos acompanhava nos shows, nos cobrava um registro, então o fizemos. Gravamos no estúdio de um amigo, Leandro Sousa, na Casa Clam, um espaço cultural independente aqui da cidade. Organizamos e bancamos o trabalho, assim como estamos fazendo com o disco. Demos o melhor que podíamos naquele momento. Aprendemos muito. E foi um bonito registro daquele tempo. Hoje, com um produtor no comando, Marcio Menechini, a história é outra. O aprendizado triplica.
– E os planos para o segundo semestre de 2016?

Estamos finalizando o nosso primeiro disco, que terá 13 faixas. E enquanto não voltamos aos palcos  estamos planejando esse lançamento, que será no primeiro semestre de 2017.

Baixe o single:

 

 

Dica para ouvir: Alameda Dos Anjos

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A Banda de Pop-Rock, Alameda Dos Anjos aborda temas de conflitos atuais como homofobia, conflitos religiosos e amorosos. Sua formação vem Dani Policastro  (Voz, Teclado, Guitarra e Violão), Diego Balbino (Voz, Violão e Guitarra), Marcello Sorrany (Voz, Guitarra e Violão), Mauricio Santos (Baixo e Voz), e Léo Policastro (Bateria)

Suas influências são inspiradas nas bandas de rock dos anos 80, 90 e grandes nomes da MPB. Tem um álbum lançado no final do ano passado Por mais simples que seja.

O Dicas da Paty bateu um papo com essa galera que fala sobre o seu surgimento, a criação do álbum e os planos para o futuro, fica a dica:

– Como aconteceu a formação da banda?

O Marcello e o Mauricio que trabalhavam juntos tiveram a primeira ideia de tocarem juntos. Descobriram algum tempo depois nos CEU Jambeiro, em Guaianazes, o programa Vocacional de música que acontece em vários equipamentos da cidade de São Paulo e viram nele a possibilidade de formação de bandas e o resto foi acontecendo realmente por conta do programa. Um dia, o Marcello foi num show e conheceu a Dani que também estava no Vocacional do Centro Cultural da Juventude, na Cachoeirinha, e trocaram contatos.

Pouco tempo depois Marcello conheceu também o Diego pelo programa, num encontro entre os equipamentos de cultura da Zona leste e ele tinha outro projeto, chamado Diz, de voz e violão. Após esse encontro, aconteceu uma apresentação desses grupos em Pinheiros e a Dani foi assistir. Ela e o Marcello já estavam com a ideia de juntar o grupo, o Marcello Chamou o Mauricio e ela chamou o Léo, seu irmão com quem já tocava a bastante tempo.

A banda seguiu como um quarteto de outubro a dezembro de 2014. No fim do ano, a Diz se desfez e surgiu a ideia de chamar o Diego para a banda. Tanto ele quanto a Alameda foram convidados para tocar no Praça & Prosa, um sarau organizado pelos jovens monitores de algumas bibliotecas da ZL. Após a apresentação, o convite foi feito e finalmente sentimos que a banda está completa.

– Como surgiu a ideia para o nome da banda?

Nossa primeira ideia era outro nome e até criamos o nosso logo e tudo mais em cima dele. Porém, já havia uma banda com aquele nome e então, veio à ideia de Alameda os Anjos, uma referência a algo que todos gostam e soa legal. Até o logo combinou melhor com ele (risos).

– Vocês foram patrocinados pelo programa VAI da Prefeitura de São Paulo, como ocorreu esse apoio?

O VAI é um edital anual de incentivo à cultura para artistas e grupos que estão começando seus projetos. Tivemos a sorte de ser um dos grupos selecionados logo em nosso primeiro ano de banda, isso tanto pelo nosso som quanto pela temática de nossas músicas. No primeiro ano gravamos o nosso primeiro disco e fizemos algumas apresentações em centros culturais. Fomos aprovados novamente esse ano e estamos realizando apresentações de rua para divulgar o trabalho para mais pessoas. Somos muito gratos ao programa, pois sem ele nem saberíamos como chegar até aqui. Agora temos equipamento e condições de realizar nossas apresentações por conta própria, sem depender de convites ou da venda de ingressos para as casas de shows, e isso é muito importante para uma banda em fase de formação de público.

– Sobre o processo criativo, um fica responsável pela letra e outro melodia ou é um processo colaborativo?

Não temos uma divisão, geralmente, tudo vai acontecendo; Quanto às músicas do disco, foram feitas individualmente pelo Diego, a Dani e o Marcello, letra e melodia. Porém, cada um deu a sua cara quando começamos a criar os arranjos. Ainda temos muitas músicas feitas individualmente, mas também começamos nossas parcerias, tanto com outros membros da banda quanto com outros artistas. O Mauricio também está compondo, o Diego tem parcerias com a Dani, o Mauricio, o Marcello e o Mano Chel, que é um Rapper muito bom de Guaianazes e temos também um a música totalmente composta por um grande amigo nosso, o cantor e compositor Gabriel Ferreira.

– Como surgiu a ideia do álbum “Por mais simples que seja”?

Quando conversamos logo após a entrada do Diego para a banda, percebemos que já tínhamos músicas suficientes para um disco. Como havíamos gravado nosso ensaio para a apresentação no Praça & Prosa (uma gravação horrível feita com uma câmera e o som de um amplificador onde ligávamos todos os instrumentos) começamos a divulgar assim mesmo, mas sabíamos que precisávamos de um material melhor. Foi então que ficamos sabendo do VAI. Já havíamos percebido também que as músicas tinham muita coisa em comum. Passamos por coisas parecidas e escrevemos sobre o que sentimos. O medo, a solidão, a LGBTfobia, depressão e a busca do amor na cidade grande são os pontos principais desse trabalho.
Após sermos aprovados no edital, convidamos o Fernando Diniz (que havia sido Artista Orientador do Marcello e do Mauricio no vocacional) para dirigir o trabalho. A Eva Figueiredo e o Paulo de Tarso também se ofereceram para ajudar e gravamos no Estúdio K9 do Thiago Sabino que também deu a maior força. Além deles, também tivemos muito apoio do Ricardo Valverde, da Tutti Madazio, do Edson Pelicer, que criou conosco a capa do disco.. É tanta gente que dá medo de esquecer alguém (risos).

– E os planos para o final de 2016?

Estamos finalizando a gravação de nosso primeiro videoclipe da canção “Desgrenhado”, que está sendo produzido pela Mirrah Iañes. Também gravamos com ela uma apresentação que aconteceu no Teatro Flávio Império no dia 07/10/2016. Como temos muito material da gravação do disco em vídeo também, temos a ideia de juntar tudo num documentário sobre ele ou simplesmente lançar esses vídeos no Yuotube, mas ainda estamos estudando o que será melhor. Estamos nos apresentando também em Saraus pela cidade e temos mais algumas apresentações de rua pelo VAI até janeiro, com datas a serem confirmadas e seguimos trabalhando nas músicas novas.

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