Dica para ouvir: Banda Montanha

O quarteto roqueiro de Santo André Montanha, está na estrada desde 1986, e vem com uma nova formação.  Sua formação atual é de Jean Gantinis (guitarra e violão), Bruno Turbilhão (bateria), Jimi Gantinis (voz e contrabaixo) e Vinícius Castelli (guitarra e violão),

Em 2014, a banda lançou a coletânea Montanhologia, quarto título de sua discografia. O álbum, resgata composições do disco de vinil Undergound, lançado em 1992, além de faixas dos discos: Montanha (2004) e Luz Solar Decifra (2010).

A Banda investe em repertório autoral e riffs pesados. Suas letras são conceituais. O Dicas da Paty bateu um papo com Vinícius, guitarrista da Banda Montanha, que conta sobre a nova formação, a cena atual e os planos futuros.

Acompanhe a Banda:

 

– Vocês estão com nova formação, conte-nos como foi essa mudança?

Na realidade, foi uma mudança natural, pois Marcelo Fortunato decidiu sair por conta da agenda corrida da vida. A decisão foi tomada numa boa e nós resolvemos seguir em frente com o legado de quase 30 anos do Montanha; Jean Gantinis, guitarrista e fundador da banda, a partir de então, passou a observar os bateristas da região do ABC, para ver qual se encaixaria no perfil do Montanha. Fizemos o convite ao Bruno Turbilhão para alguns ensaios e tudo fluiu bem desde então; estamos muito contentes com a força que a banda está. Como Fortunato cantava, precisávamos também de uma nova voz. Decidimos nos manter como um quarteto e Jimi Gantinis, contrabaixista do grupo, assumiu essa tarefa e tem se saído muito bem.

– Como surgiu a ideia para o nome da banda?

Jean Gantinis sempre foi um fã confesso da banda norte-americana dos anos 1970 Mountain e dos riffs pesados do guitarrista Leslie West. Acabou sendo uma homenagem.

– Pela vasta experiência na estrada, qual é a melhor parte e a maior dificuldade em estar em uma banda?

A melhor parte é subir ao palco e sentir o que a força de uma música que você fez pode causar, tanto em quem toca quanto em quem a recebe. Ver alguém cantando e sentir o sangue ferver por conta disso é impressionante. É algo quase inexplicável. Além disso, a banda se torna algo quase que sagrado, sabe. Algo que queremos cuidar, zelar, afinal, fazemos tudo com muito carinho. É um momento de reunião de pessoas que se querem bem. É uma troca de energia incrível, uma explosão. De difícil, é o fato se ser muito complicado se dedicar somente a isso. A vida está aí e todos temos contas para pagar. Além disso, divulgar e conseguir bons shows não é tarefa fácil. Se bem que vejo muita banda se ajudando no cenário independente e isso é superpositivo. Há mais coisas boas, sem dúvidas, do que ruins.

– Quais são as influências musicais de cada um?

As influências são várias. Eu comecei na música ouvindo Kiss e até hoje é minha banda de coração. Meu primeiro disco foi o Creatures Of The Night, um presente que ganhei de minha mãe, quando não tinha nem 10 anos ainda. Depois disso o leque se abre e escuto desde The Who e bandas thrash. Das brasileiras sou fã da Dorsal Atlântica. Jean Gantinis gosta muito das bandas dos anos 1970 e, claro, o Black Sabbath. Já Jimi tem uma pegada mais na linha do Rory Gallagher e Glenn Hughes. Turbilhão curte muito bandas nacionais. na verdade, se o som bater bem a gente curte. Não tem preconceito.

– Como vocês vêem a situação do rock nacional atualmente?

Acho que a situação de hoje do rock é positiva. Há quem critique e diga que está em baixa. Discordo. Diferentemente de outros tempos, em que ninguém conseguia se divulgar, há algum tempo os grupos podem fazer isso por conta própria. O cenário underground está fervendo e há muito mais por aí do que mostram as rádios. Facebook, Spotify, SoundCloud e são algumas ferramentas entre tantas outras para se conhecer grupos autorais que estão na batalha. Aqui no ABC, como sempre, tem banda que não acaba mais. E achamos isso maravilhoso. Não importa se é hardcore, setenta, heavy metal, blues, soul. O que importa é que o pessoal está criando e envolvido com arte.

– Quais são os planos para 2018?

2018 será o ano de preparamos o novo disco. Temos ensaiado frequentemente as músicas antigas com Turbilhão e Jimi para ficarmos tinindo com a nova formação. Em 2019, o Montanha completa 30 anos e terá um disco pesado e vigoroso para comemorar. Esperamos que as pessoas que gostem de música apoiem sempre os artistas independentes, seja lá de qual linguagem forem. O importante é apoiar, quebrar preconceitos. Só assim podemos seguir adiante e mostrar que há muito para ser visto por aí. Para quem quiser acompanhar o Montanha basta se ligar no BandaMontanha, tanto no Facebook quanto no SoundCloud.

Muito obrigado.

7 Dicas para você divulgar sua Banda

Este artigo contém 7 dicas para você divulgar sua banda do jeito mais simples e assertivo.

1 – Identidade Online

  • Personalize seu Facebook, Instagram, Canal no Youtube e um email para contato;
  • Configure URLs personalizadas;
  • Sempre deixe disponível todos os links dos trabalhos.

2 – Engajamento

  • Não tenha vários canais e nenhum conteúdo;
  • Não poste somente quando tem show, não deixe seu fã esperando;
  • Responda sempre, ninguém gosta de perguntar algo e não ser visualizado;
  • Sempre tem algumas pessoas que sempre vão ao show ou que estão por lá, então junte seus seguidores; No whatsapp crie grupo para o pessoal ficar mais próximo da Banda;
  • Sempre ofereça novidades, brindes e promoções sobre a banda. (Unir forças)

3- Promova Ações

  • Deêm brindes (desde bottons, camisetas, ingressos e etc);
  • Não esqueça de planejar uma ação que gere mais seguidores e certifique-se que quem ganhe o ingresso leve consigo um acompanhante.

 

4- #hashtags

  • A tag que você coloca em sua foto é o elo da sua pequena imagem com todo o restante do universo. As hashtags certas podem dar uma exposição imensa às suas fotos, deixando-as abertas para serem descobertas. Marcar uma foto com a hashtag apropriada permite que você figure entre os mais populares do momento na rede social;
  • Portanto, seja criativo e pense sobre qual hashtag cairia como uma luva para o público que mais tem a ver com sua imagem.

OBS. O ideal para cada imagem é ter entre uma e três hashtags, sendo cinco o limite do aceitável.

  • Além de dar um UP no alcançe, será mais facil localizar um comentário ou movimento da banda na internet.

5 – Deixe sua Letra em sites como:

  • Vagalume, Cifra-club, letras.com e etc;
  • Coloque sua banda no Wikipedia (se você não conseguir criar um site.

6 – Utilize seu som como conteúdo

  • Divulgue seus ensaios e vídeos de shows;
  • Crie frases com os refrões de sua música;
  • Crie Posts com conteúdo como: Ensinando a tocar suas letras. Grave covers, Making Of de shows.

7 – Melhores Horários para Postagens

  • Instagram — 17h às 18h

O Instagram é uma rede bem diferente, já que recebe maior tráfego nos finais de semana (Sábados e Domingos), especialmente, no turno da tarde. Na hora de medir resultados, uma coisa que pode ajudar a saber qual é o melhor horário para postar nas redes sociais é a utilização de ferramentas de medição.

  • Facebook — 12h às 17h

A partir das 09h, o Facebook disponibiliza uma ferramenta para saber como os seus clientes se comportam na rede. Isso pode ser feito ao acessar o painel da sua própria página, na guia Publicações ou utilize o Gerenciador de Páginas – Dentro do Facebook.

 

Mariana Caramelo

contato@maricaramelo.com.br

(11) 98749-0833

CCSP apresenta shows com bandas independentes

Entre os dias 20 e 22 de janeiro, o Centro Cultural de São Paulo– CCSP recebe um festival recheado de bandas independentes que tem ganhado cada vez mais destaque no cenário musical.

O Balaclava Fest ocorre na Sala Adoniran Barbosa, na sexta e no sábado, às 19h e no domingo, às 18h. A entrada é R$ 20 (os ingressos podem ser adquiridos online).

No primeiro dia, a banda Hierofante Púrpura sobe ao palco para apresentar um repertório baseado no novo disco e em seguida, é a vez da banda Ventre apresentar suas letras profundas.

Já no dia 21, o show fica por conta do grupo Terno Rei com sua mistura do rock alternativo e dream pop, além da apresentação da dupla carioca Bilhão. E no dia 22, a banda de indie rock Holger e o grupo Do Amor fecham a programação.

Confira a programação:

20/01 – Hierofante Púpura (SP) e Ventre (RJ)

21/01 – Terno Rei (SP) e Bilhão (RJ)

22/01 – Holger (SP) e Do Amor (RJ)

O Centro Cultural São Paulo fica na Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade – Oeste São Paulo – SP (11) 3397-4002  Estação Vergueiro (Metrô – Linha 1 Azul)