Dica de livro: O trovador solitário

O livro escrito pelo jornalista Arthur Dapieve, mostra a trajetória do cantor. O leitor entende bem os pensamentos de Renato, sobre sua influência na música, na poesia e na vida de jovens da época; por isso faz você entender um pouco mais sobre a idolatria que cerca seu nome. Representante da maior banda nacional, mas às voltas com a solidão, com amores não correspondidos, com o fantasma do HIV e problemas na relação bipolar com seu público. Renato Russo formou sua própria Legião, com uma única diferença: ela segue forte e firme, por entre metrópoles, zonas rurais, planalto central, cerrado, caatinga, atravessando fronteiras, tempos e silêncios.

Dica para ouvir + Entrevista: Blend 87

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A Banda Blend 87 tem influências de várias vertentes desde MPB, POP Internacional e Rock. São letras autorais bem elaboradas e traz uma proposta diferente de música brasileira.

Da região de Juiz de Fora (MG), a banda se destaca com o vocal feminino de Bruna Marlière que se completa com a formação de Douglas Poerner (baixo), Nathan Itaborahy (bateria), Renato da Lapa (violão e guitarra) e Vinícius Steinbach (teclado).

O Dicas da Paty bateu um papo com essa galera, que fala sobre a produção do primeiro disco, de como surgiu a banda e de como está sendo a experiência de participar do Festival Maloca, confere aí:

– Como aconteceu a formação da banda?

A banda foi idealizada pelo tecladista, Vinícius Steinbach, que já vinha tentando reunir os integrantes para um novo projeto. Devido à dificuldade de agendas e desencontros, este encontro só aconteceu em 2012, quando alguns artistas de Juiz de Fora se reuniram para homenagear o aniversário do primeiro álbum dos Beatles, cada um regravando uma versão de cada faixa do disco.

Percebendo a conexão musical e o desejo comum de fazer música, o projeto foi ganhando continuidade, até estrear nos palcos em maio de 2013, com um repertório variado que reunia diversas influências nacionais e internacionais. A formação atual, com Nathan Itaborahy na bateria, aconteceu em 2014 e acendeu ainda mais a proposta autoral da banda, já que todos os cinco integrantes são compositores.

– Como surgiu a ideia para o nome da banda?

Nos primeiros ensaios, antes de começar, sempre acontecia um café e um bate-papo e, em cada ocasião, o Vinícius levava um “blend” diferente de grãos pra fazer o café. A ideia do nome foi intuitiva quando se percebeu que a banda era fruto de uma mistura (tradução ao pé da letra da palavra “blend”) de estilos diferentes, que resultavam numa síntese sonora bem interessante.

E o número 87 representa o período no qual cada um nasceu; que vai do ano de 86 até 1989. A ideia da média entre os anos de nascimento era mostrar que tipo de som nasceria dessa geração, quase que como uma safra de grãos.

– Para quem não conhece vocês, como vocês descreveriam a banda?

Somos uma tentativa feliz de fazer alguma novidade da nossa mistura. O ritual do som, a celebração da possibilidade de estar juntos. Somos cinco juiz-foranos que não se cabem e acabam extravasando som.

– Quais são as influências musicais de cada um?

Beatles, Norah Jones, Los Hermanos, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Clube da Esquina, Skank, Graveola e o Lixo Polifônico, entre muitos outros que compõem essa mistura.

– Como foi participar do Festival da Maloca?

Foi uma experiência muito intensa e proveitosa. Passamos um dia inteiro entre gravar o single, o clipe e fazer a sessão de fotos. Encontramos na produtora pessoas maravilhosas e muito profissionais. Foi um dia de muito aprendizado, e de uma vivência musical da qual a banda se lembrará sempre. Agora vamos aguardar a divulgação dos vídeos a partir do dia 10 de outubro e torcer para que estejamos entre os cinco mais votados que irão participar de um show em Belo Horizonte.

– Vocês estão produzindo o primeiro disco, como está sendo esse processo?

Tem sido um processo de muito crescimento. O disco foi aprovado para ser realizado através de recursos da Lei Municipal Murilo Mendes de Incentivo à Cultura e desde o início do ano todo o projeto da banda vem cada dia mais tomando forma. A convivência intensa, a agenda apertada, a dedicação, a experiência de outros profissionais e opinião sobre nosso trabalho, tudo isso tem feito a banda estar cada vez mais alinhada e coesa. É uma etapa extremamente importante de concepção deste primeiro álbum e estamos aproveitando todas as oportunidades para fazer desse um momento inesquecível.

– E os planos para o segundo semestre de 2016?

São muitos. Temos a participação no Festival da Maloca, que está começando, também fomos selecionados para um Festival de música autoral aqui em Juiz de Fora, o Sangue Novo, a gravação do CD será em outubro e já temos alguns shows agendados. A expectativa é que o CD também seja lançado antes do fim do ano. Vamos seguir trabalhar muito para que isso ocorra.

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Dica para ouvir: Aeromoças e Tenistas Russas

Aeromoças e Tenistas Russas tem um projeto instrumental, os caras (sim, são todos garotos) tem um som com uma mistura consciente de elementos rítmicos, harmônicos e melódicos. O grupo é de São Carlos/SP e consolidou-se no cenário da música independente brasileira com mais de 300 shows realizados em 20 estados brasileiros e nos países vizinhos Argentina e Uruguai; seu ultimo

disco lançado é Positrônico (2015).

 

Dica para o Final de Semana: Show de Filipe Catto Gratuito

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No próximo domingo, dia 25 de setembro, o cantor Filipe Catto será o convidado do projeto “Encontros Musicais”, evento da rádio Nova Brasil FM. O show acontecerá ao meio-dia, na praça do 2º piso do Shopping Eldorado. O cantor apresenta o novo álbum, intitulado Tomada com onze faixas.