Dica para ouvir + Entrevista com a Banda Born2Bleed

A Banda de Metal Born2Bleed vem do Rio de Janeiro e traz na bagagem seu primeiro single Vida de Guerra, lançado em outubro de 2016, com uma união da velocidade e groove, dois estilos distintos, Metal e Hardcore unidos em um único propósito: passar modernidade de vários estilos sem se prender a moldes estabelecidos.

Seus integrantes já tem experiência da cena underground, seus membros são: Felipe Lameira (Vocal/ Ex-Hatefulmurder). Marcio Venturim (Guitarra), Marcos Medeiros (Baixo) e Turko Ouriques (Bateria);

O Dicas da Paty bateu um papo com o vocalista Felipe Lameira, que fala sobre a produção do single de trabalho atual e a previsão do lançamento do primeiro disco neste semestre, e muito mais!!!!!!

– Como aconteceu a formação da banda -?

Lameira: Bom, basicamente tudo ocorreu logo depois da minha saída do Hatefulmurder. A sinergia não continuava a mesma e eu não me sentia bem trabalhando com os caras. Preferi sair e começar algo novo, com uma nova energia, uma nova proposta. Assim que saiu a noticia fui procurado pelo guitarrista Marcio Venturim, me perguntando se eu estava interessado em um novo projeto. Falei que sim e que já tinha algo em mente. Após algumas reuniões e conversas, começamos a montar o time que faltava. Marcio chamou Marcos Medeiros para assumir o baixo, que eu já conhecia também, e o Turko Ouriques se prontificou imediatamente quando soube que eu precisava de um baterista. Hoje todos completam o time muito bem, dando uma forma maior ainda ao que eu havia pensado para a proposta inicial.

“Hoje todos completam o time muito bem”

– Como surgiu a ideia para o nome da banda?

Lameira: Olha, eu passei varias semanas tentando pensar em um nome para a banda. Queríamos algo forte e sonoro, mas também carregado de um significado, algo que representa-se o que a banda é. Escutando os sons que sempre escuto me apareceu a frase: “Born to Bleed” – (quem conhece sabe exatamente de onde isso veio). Era exatamente isso. O mundo não é um parque de diversões. A vida fará de tudo para te jogar no chão e caberá a você saber lidar com isso: escolher ficar ali, no chão sangrando esperando morrer, ou lutar e se levantar todas as vezes que isso acontecer, não importando quantas vezes for; Essa é a mensagem também do nosso single “Vida e Guerra”.

“A vida fará de tudo para te jogar no chão e caberá a você saber lidar com isso”

– Como foi à produção do single “Vida de Guerra”?

Lameira: A produção foi bem tranquila. Assim que fechamos a música e a letra, arregimentamos nosso amigo Murilo Pirozzi para dividir a produção conosco. Tenho uma parceria de trabalho com ele de muito tempo, desde 2008. Gravamos tudo em nosso home Studio e entregamos para que o Murilo desse seu toque final. O resultado ficou fantástico. O que só comprovou pra mim que podemos fazer muito, com pouco, desde que seja da forma certa.

– Quais são as influências musicais de cada um?

Lameira: As influências são as mais diferenciadas. Todos têm suas bandas preferidas e os gêneros com que se identificam mais, que passam por tudo: Metalcore, Hardcore, Deathcore, Thrash, Death, punk e etc. Essas múltiplas influências fazem o som ficar mais completo em minha opinião. Gostamos de coisas clássicas, bandas do começo e bandas com sons bem atuais e modernos. Estamos de olho no futuro, mas sempre respeitando o passado. Além disso, claro somos influenciados pelos sons que nos cercam, a urbanidade, Rio de Janeiro, o asfalto e a favela e todo contexto. Muitas coisas dentro de uma só. Por isso dizemos que o nosso som é o “Favelacore”. Uma mistura disso tudo.

– Como vocês veem a situação do metal nacional atualmente?

Lameira: Bom, a cena geral do Metal sempre foi complicada. Vi novas bandas surgirem e se tornarem fortes, mas ainda vivemos sem apoio e exposição na grande mídia. E agora o rock como todo se vê perdendo território para os ritmos que já conhecemos e não precisam ser citados. As redes sociais e a internet ajudam a divulgar melhor o trabalho, mas muitos reclamam que esse mesmo público não comparece sempre aos shows. São temos novos, com muito conteúdo, com novas demandas, um novo comportamento e novos jeitos de se consumir música. Temos que nos adaptar.

– Qual a dica que vocês falariam para jovens que se interessam em criar uma banda e seguir carreira artística?

Lameira: Uma dica? Vamos lá: Preste atenção nos grandes. Aprenda com seus erros e acertos, mas sempre procurando ser autentico no que faz. Nem que seja em um detalhe, mas façam algo diferente. Bandas comuns que ficam se repetindo existem aos montes, e ninguém quer uma copia barata de algo que já existe. Seja algo que te represente, seja único. Não tenha medo de errar. Caia, levante-se e continue. Quem acredita no que faz, não desiste.

“Nem que seja em um detalhe, mas façam algo diferente”

– E os planos para 2017?

Lameira: Muitos. Entraremos em estúdio para gravar o primeiro álbum. A previsão de lançamento é para esse semestre ainda. Começaremos também a venda de merchandising e o mais importante: shows. Quantos forem possíveis. Uma banda só é uma banda de verdade encarando a estrada e fazendo shows. É assim que ela amadurece e se torna “grande” dentro do que faz.

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CCSP apresenta shows com bandas independentes

Entre os dias 20 e 22 de janeiro, o Centro Cultural de São Paulo– CCSP recebe um festival recheado de bandas independentes que tem ganhado cada vez mais destaque no cenário musical.

O Balaclava Fest ocorre na Sala Adoniran Barbosa, na sexta e no sábado, às 19h e no domingo, às 18h. A entrada é R$ 20 (os ingressos podem ser adquiridos online).

No primeiro dia, a banda Hierofante Púrpura sobe ao palco para apresentar um repertório baseado no novo disco e em seguida, é a vez da banda Ventre apresentar suas letras profundas.

Já no dia 21, o show fica por conta do grupo Terno Rei com sua mistura do rock alternativo e dream pop, além da apresentação da dupla carioca Bilhão. E no dia 22, a banda de indie rock Holger e o grupo Do Amor fecham a programação.

Confira a programação:

20/01 – Hierofante Púpura (SP) e Ventre (RJ)

21/01 – Terno Rei (SP) e Bilhão (RJ)

22/01 – Holger (SP) e Do Amor (RJ)

O Centro Cultural São Paulo fica na Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade – Oeste São Paulo – SP (11) 3397-4002  Estação Vergueiro (Metrô – Linha 1 Azul)